Sou entusiasta da Terapia Manual, do Exercício e da Educação das pessoas. Adoro o contacto humano e sinto-me profundamente realizada pelo privilégio de ajudar pessoas a recuperar, melhorar e transformar a sua qualidade de vida.
A cada consulta, não só procuro aliviar a dor e melhorar a função, como também aprendo com as histórias e experiências únicas de cada pessoa que se cruza no meu caminho.
Sou exigente comigo mesma e motivada pelo compromisso de ser uma profissional cada vez melhor, de me atualizar constantemente e de manter uma prática centrada na pessoa. Acredito na importância de uma abordagem individualizada, onde a empatia, a escuta ativa e o ensino são fundamentais para alcançar os melhores resultados e empoderar quem me procura.
Este é o meu propósito: ajudar, evoluir e continuar apaixonada pelo que faço.

Mais sobre mim
Desde cedo, o desporto fez parte da minha vida. Cresci com três irmãos e, na minha infância e adolescência, o meu tempo livre era passado a praticar atividade física. Competi na modalidade de natação dos 9 aos 18 anos, período em que enfrentei diversas lesões. Foi essa experiência que despertou em mim a vontade de me tornar fisioterapeuta.
Após concluir a licenciatura em Fisioterapia, integrei a equipa médica da Federação Triatlo de Portugal (FTP) como responsável pelo departamento de fisioterapia e parte integrante da Direção de Alto Rendimento (DAR), acompanhando as várias equipas em estágios e competições nacionais e internacionais, campeonatos da Europa, do mundo e Jogos Olímpicos. Em paralelo, especializei-me em Osteopatia pela Escuela Osteopática de Madrid.
Em 2013, iniciei um novo desafio, a prática clínica privada na Clínica Osteopraxis (até 2022), continuando a colaboração com a FTP em regime parcial até 2023. Em 2015, o desejo de aprofundar os meus conhecimentos em pediatria – uma ferramenta que me seria útil enquanto mãe – levou-me à Pós-graduação em Osteopatia Pediátrica e a várias outras formações complementares.
Em 2016, finalizei a especialização em Osteopatia pela EOM e fui convidada para professora assistente na Escuela Osteopática de Madrid. A experiência despertou em mim o desejo de progressão para professora titular, mas apercebi-me que isso implicaria um forte envolvimento na investigação científica, algo para o qual, sozinha, não me sentia preparada.
Foi com esse objetivo que me inscrevi no Mestrado em Fisioterapia Músculo-Esquelética, para ganhar autonomia na produção de artigos científicos. Desenvolvi um estudo clínico randomizado controlado (RCT) na área de Terapia Manual e Neurofisiologia, uma área que une Fisioterapia e Osteopatia *. O mestrado foi uma verdadeira revolução pessoal como profissional. Expandiu a minha forma de pensar, desconstruiu conceitos ultrapassados e deu-me ferramentas fundamentais para crescer enquanto profissional e pessoa. No entanto, este percurso revelou-me algo essencial: não era a investigação que me apaixonava, mas sim a prática clínica. E, como seria extremamente difícil conciliar a prática clínica com a docência – compromisso contínuo com a publicação científica –, a decisão tornou-se evidente. Além disso, esta desconstrução do meu “eu” anterior para este novo “eu” pós-mestrado também fez com que não pudesse voltar a ser professora assistente na EOM. A minha mudança de paradigmas e valores, aliada à verdade de que os conteúdos lecionados precisam de uma reforma, trouxe essa escolha imediata.
Após ser mãe pela segunda vez, em 2021, decidi abraçar um novo desafio: especializar-me em Saúde Pélvica Feminina, embora não fosse uma área desconhecida para mim. O meu percurso já incluia: II Curso Internacional de Formação em Incontinência Urinária (2009), e formação em Osteopatia Ginecologica e Gestacional (2015). Desde então, trabalhei com gravidas, e com mulheres que sofrem de dor pélvica, dor no coxis, dispareunia (dor ao coito), dismenorreia (dor mestrual) e endometriose, sempre atenta a outros sinais de disfunção pélvica e garantindo o encaminhamento especializado sempre que necessário.
Ao redescobrir esta área, agora como mãe, e vivenciar o impacto profundo que tem na vida das mulheres, surgiu uma nova paixão. Muitas vezes, as mulheres, ao tentar conciliar a vida profissional, a maternidade e as responsabilidades diárias, acabam por se colocar em segundo plano. Esta área não só permite melhorar a dor, a função, a qualidade de vida e o bem-estar das mulheres, como também aborda e tem soluções para temas frequentemente envoltos em pudor, como a sexualidade, que afeta não apenas a mulher, mas também o casal.
Abraço a missão de dar visibilidade a estas questões, desmistificá-las e oferecer soluções eficazes, para que todas as mulheres possam viver com mais conforto, confiança e plenitude.
*consultar em https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/30715
